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Espaço Pinel
Minha cabeça flutua,
Perto da sua
Perto da lua
Pleno espaço sideral...!
Minha cabeça flutua,
No espaço da moral
Lingüística, mística
Estatística...Soa legal!
Minha cabeça flutua,
Perto da sua
Longe de "você"
É algo assim pra entender
Perto de mim, longe de você
O eco é...
A sombra do som,
Malícia no dom.
Minha cabeça flutua,
Perto da tua,
Perto Pinel...
Nas entre linhas do céu.
Liberdade
Reprimida
Oh...liberdade! Por que me largaste aqui?
Um pássaro aniquilado, que lado prosseguir?
Diga-me liberdade! Como fui parar aqui?
O pássaro triste, sem percepção pra conseguir..
Liberdade reprimida, o mesmo dedo na ferida...
Liberdade sangrenta, nem o juízo aguenta...
Liberdade sangria...Um pássaro em noite fria;
Liberdade delinqüente, apenas uma pena quente!
Liberdade sucessiva...Quero uma gaiola passiva!
O pecado promete uma permissão pra voar...
Sem jaulas, sem fronteiras...Besteiras ao luar...
Retém uma regularizada regência do promiscuidor
Um canto de guerra e assobios de amor...
É um pássaro que procura seu aconchego
O fio elétrico libertará seu único apego...
Liberte o pássaro que em sua alma sempre agrega;
Liberte-o do juízo insano que há em quase toda regra!
Se por conseqüência não encontrar uma sombria árvore...
Pelo menos se liberte; Sóbria solidão de mármore!
Soslaio
Procurando inevitavelmente...
Tudo o que foge pelas mãos
Versos se auto completam, completamente...
Em atitudes, latitudes vagas, em vãos
Nada pode ser mais coerente
Como rimas de trás pra frente
O ar sufocando, porém quente
Fora de foco e dentro da lente
Imagens distorcidas, contorcidas
Força do vácuo em nossas vidas
Tudo se revelando em objeto direto
Luz e sombra, da lua ao teto
Dois se encontram nessa atitude rude
Eles se amam, não há nada que mude
Força do amor, tudo os ilude...
Energia cósmica, faz parte da atitude
O eco vem e se propaga...
Belas lembranças, nada apaga;
Nem a força sublime do luar
Nossas limitações nesta falta de ar.
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